Querido irmão Ennis Meier

Acho que você pode nos ajudar dando um conselho para a Igreja Adventista. Sei que você dá muitos conselhs e sugestões e a Igreja praticamente não dá atenção. Mas uma coisa é verdade: todos os irmãos que querem ver mudanças na Igreja lêem o seu site. Então acredito que você pode nos ajudar publicando esses conselhos.

Duas coisas há que, como adventistas, fazemos há tanto tempo, que nem nos damos conta de como elas são contrárias aos princípios bíblicos. Além disso, elas nos fazem ser vistos como legalistas.

Primeiro assunto.

1. Chamada oral perguntando “quem estudou a lição”; “quem estudou os sete dias”.

Argumento da Igreja: quem estudou ficará feliz de responder e quem não estudou será incentivado a estudar.

O que ocorre: quem não estudou a lição (ou estudou menos que ‘sete’) fica constrangido e envergonhado; evita chegar cedo à Escola Sabatina para não ter de responder que não estudou na frente dos outros; sente-se diminuído diante de quem estudou; muitos dos que ‘sempre estudam’ tendem a olhar para os que não estudam como espiritualmente inferiores; isso leva inevitavelmente a comparações de graus de espiritualidade e, o pior, alguns ‘mentem’ que estudaram, apenas para evitar o constrangimento de dizer na frente dos outros que não estudaram a lição.

Soluções: realizar apenas a chamada da presença.

Observações.

Obs. 1. Não se pode tratar questões ligadas à espiritualidade como tratamos as tarefas escolares dos estudantes.
Obs. 2. Com relação à oração, Jesus recomendou explicitamente que as pessoas deveriam entrar em secreto em seus quartos, trancarem as portas e aí então, orarem a Deus (Mateus 6:5-8). Nós, os adventistas, julgamos a oração tão importante quanto o estudo da Palavra de Deus. Porque então não perguntamos quantas vezes as pessoas oraram a Deus durante a semana? Ora, a resposta é óbvia: isso é uma questão particular, da vida espiritual da pessoa, da intimidade de cada um e não compete a nós estarmos averiguando isso. Então, logicamente, devemos aplicar este mesmo princípio ao estudo da Palavra de Deus.
Obs. 3. Na maioria absoluta dos casos em que a chamada é feita da maneira tradicional, não há nenhum efeito positivo no crescimento da espiritualidade e no aumento da comunhão com Deus na vida individual. Há exceções, é claro, mas a maioria das pessoas não gosta de ser constrangida na frente dos demais.
Obs. 4. Existem várias boas maneiras de incentivarmos o estudo da Palavra de Deus. Constranger os membros na frente uns dos outros, certamente não é uma delas.


Segundo assunto.


2. Chamada do “Trabalho Missionário” perguntando “quantas peças de roupas foram doadas”, “quantos quilos de alimento...”, “quantas horas de ajuda humanitária...”


Neste ponto poderíamos repetir alguns dos argumentos utilizados anteriormente, mas basta a análise de um princípio bíblico exarado por Jesus, no evangelho de Mateus, capítulo 6, para vermos a intenção da Palavra de Deus:

“1 Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
3 Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. “

O texto é claro e a lição que se extrai dele é óbvia. Nós tanto não devemos fazer em público nossos atos de caridade, como não devemos sair proclamando estes atos. “Guardai-vos de praticar vossos atos de justiça diante dos homens”, é o que diz a versão Almeida, Revista e Atualizada.

Argumento da Igreja: existe a necessidade de realizar um relatório geral, no final, para a ADRA e para o departamento de Ação Missionária da Igreja (para ser apresentado às autoridades); a prática da boa ação por uns, incentivará aos outros.

O que ocorre: alguns fazem a ‘ação missionária’ para ter o prazer de ‘relatar’ aos sábados pela manhã; as comparações entre as quantidades doadas, o número de horas e de estudos bíblicos são imediatas; há até quem correlacione ‘bondade’, ‘generosidade’ e ‘espiritualidade’ com as quantidades relatadas, alguns se sentem melhores do que os outros por sempre ‘fazerem’ e ‘relatarem’ (...).

Soluções: se é realmente necessário realizar este tipo de relatório, que se distribuam pequenos papéis padronizados (com todos os itens e espaço para marcar “X”) sem espaço para colocar nome. Todos recebem e anonimamente os irmãos preenchem durante o momento dos pedidos de oração (em unidades), dobram e devolvem na mesma ‘salva’ das ofertas da escola sabatina. A secretária da unidade abre os papéis e faz o relatório.

Observações.
Obs. 1. A prática rotineira deste tipo de chamada (de ‘obras missionárias’) fez a Igreja desconsiderar frontalmente um conselho bíblico. Não há nenhum argumento humano que possa invalidar um claro preceito e a recomendação da palavra de Deus.
Obs. 2. Jesus disse em certa ocasião aos líderes judaicos: “invalidais o mandamento de Deus por causa da vossa tradição...”. (Mateus 15:6). Que desculpas estamos dando para continuar desobedecendo a um claro conselho bíblico?

Conclusões

As soluções que propomos já foram apresentadas por nós a alguns pastores e líderes. A maioria deles também acha que há um equívoco por parte da Igreja Adventista nesse sentido, mas sente-se impotente para mudar algo tão arraigado na mentalidade e na ‘tradição’ adventista.

Como membros da Igreja central Paulistana esperamos que o pr. Erton, presidente da Divisão Sul Americana da IASD, homem tão dedicado à Palavra de Deus e com bastante sensibilidade, repito, esperamos que ele motive o Departamento de Escola Sabatina da Divisão a fazer as alterações necessárias. Se a DSA fizer isso, seu exemplo certamente será seguido pelas outras Divisões mundo afora.

Como os sites oficiais da Igreja não aceitam publicar estes conselhos (tenho certeza que estes conselhos são bons para fazer a IASD refletir), peço-lhe a gentileza de apresentá-los em seu site.

Phillipe (pode publicar meu nome


Resposta
Irmão Phillipe:
Essas diretrizes não podem ser mudadas por dirigentes locais, ou pelo pastor Erton. Elas são decididas na Conferência Geral, onde a lição da Escola Sabatina é preparada.

Eu, (Ennis Meier) não estudo a lição da Escola Sabatina faz mais de 40 anos, porque logo percebí que eles querem conduzir o estudo na direção que lhes convem.

Segundo, eu não assisto mais a Igreja Adventista, pois lá se adora o deus Trindade que foi inventado na Igreja Católica. O segundo mandamento da Lei de Deus proibe ter outro Deus além de quem redigiu a Lei. (UM SÓ DEUS)   "TRIUNO" é palavra que só existe em dicionário de adventista !

Eu nascí na igreja Adventista, meu pai era um pastor Adventista e por ele fui batizado há mais de 60 anos.
Continuo sendo Adventista, mas faço minha devoção em casa, e adoro UM SÓ DEUS.